sábado, 8 de maio de 2010

Caminho.


Ouvi dizer que "o caminho é sempre in e não off ", e os caminhos tem disso mesmo. Tem você chorando, tem você sorrindo, tem você amando, tem você ferindo, tem você conversando, tem você quietinho, tem você ganhando, tem você sozinho.

Não importa o quê. No final das contas, vai ser sempre você e o caminho! Sim, o caminho que você vai resolver trilhar, caminhar, permanecer. Dizem por aí que a gente pode mudar de caminho quando bem entendermos, e é verdade. Somos capazes de mudar de caminho o tempo todo, seja porque encontramos uma pedra naquele que deixamos pra trás, ou porque tem muito sol, ou porque tem muita chuva. A verdade mesmo é que hoje em dia é difícil você trilhar um caminho e seguí-lo pro resto da vida! Ah, dá uma preguiça se adequar naquilo que já se está feito.

Se transferirmos isso pra os relacionamentos pessoais que temos, é a mesma coisa. Cada pessoa que entra em nossa vida, é um caminho que escolhemos seguir e a cada caminho que resolvemos abandonar, é uma pessoa que abandonamos junto com ele. E até que ponto seremos capazes de trocar esses caminhos? Sim, pergunto novamente até que ponto seremos capazes de tratar pessoas como caminhos, como estradas, como ponto de partida e chegada? Sim, pergunto mais uma vez até que ponto seremos capazes de acreditar que mudar de caminho é mudar de direção? Afinal, quem garante que um caminho diferente nos levará pra um grande final?

Quem foi que disse que somos o caminho de alguém? Quem?
- Eu não sei.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fundo do poço.


Uma vez conversei com um amigo sobre essas situações, de tanto a gente se dar mal e acabar uma pessoa fria e sem sentimentos. Mas, hoje posso dizer que raramente isso acontece. Quando no nosso íntimo somos de uma forma, por mais cicatrizes que carregamos, uma hora ou outra, a gente volta a acreditar nas pessoas, no amor, na vida.

Acho que é maravilhoso ter alguém ao nosso lado. Mas a gente sempre tem que ter um “plano B” pra caso isso não ocorra. Nem todo mundo tem a sorte na vida de encontrar a tal “alma gêmea”.

A gente, num momento de mágoa, acha que as pessoas são más e desprezam o que sentimos. Mas em contrapartida, a gente também não estaria desprezando o sentimento do outro que decidiu que não nos ama?

Claro que você vai se envolver novamente com alguém. Essas coisas não dá pra prever. O que pode ser feito, no seu próximo relacionamento, é você não cometer os erros passados. Talvez não ser tão ciumento? Ou ligar de vez em quando pra mostrar que se interessa? Ou dar espaço pra ela ter amigas e sair com elas às vezes? Ou chamá-la pra sair junto com os seus amigos também?

O importante é usar esse momento de dor pra refletir. Ver o que não deu certo, que justificativas foram dadas, o que você acha que foi magoando as pessoas. E talvez mudar, se você achar necessário, apenas se achar importante.

Cada decepção que a gente sofre, tende a ficar mais exigente no futuro. E cada pessoa é diferente. Talvez você não tenha dado sorte até agora, mas quem sabe na próxima? Mas também não adianta cair no desespero e amarrar seu coração em qualquer esquina, na primeira pessoa que você simpatizar. O amor é construído aos poucos, no dia a dia, e requer que os dois estejam dispostos a fazê-lo crescer.

E pra terminar, uma coisa que sempre ouvi: “quem está no fundo do poço só tem uma saída: por cima."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Sorriso.


Se quiser falar algo... Que fale como o vento fala às folhas, que fale como a brisa que ameniza o coração. E, então, construa no silêncio. Quero roubar de você a sensação de paz. Se quiser falar algo... Simplesmente não diga, pois pode ser que eu já esteja presente, no fruir das almas ou na magia dos (seus) dias, nos desencantos, encantos, encontros e desencontros e na esperteza do destino.

Me dê, então, aquele pequeno sorriso de satisfação, fui seduzida pelo encanto dos lábios teus, mesmo longe dos lábios meus. Nada será tão atraente como ele, de modo que nem riso e nem lágrima fossem capazes de escondê-lo, assim como os ouvidos meus que sabem escutar segredos teus, das nossas vozes que se misturam e que falam mesmo em silêncio. Pois nem a letra, nem a sílaba, talvez nem mesmo a palavra, pois que se transcede em encanto - o mais puro de todos eles -.

No seu sorriso está a magia, o limiar entre o " bem-vindo! " e o " adeus! ", pra descobrir o prazer do " até breve! ". Pois que o prazer estará sempre no encontro, no unir que vence as individualidades, os medos, as incompreensões. E, por isso, sejamos breves, impulsionados por nossa eternidade e perdidos no tempo, e não mais tempo algum senão uma ilusão de um minúsculo instante, onde vejo, com o coração...

o sorriso que é só seu.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Graciosidades.


Quem dera se todas as graciosidades do mundo fossem reconhecidas assim: uma em um milhão!. Já dizem que pra se reconhecer uma graciosidade, há de ser o mínimo gracioso possível, é aquela velha história de se reconhecer nos olhos, nos cílios ou na própria graça das pupilas.

Dizem por aí que graciosidade são raridades. Poucos são aqueles que conhecem e reconhecem essa graça passeando por aí, entre tantos sem graças, tantos com desgraças, tantos sem nada absolutamente nada disso.

Acontece que todos possuem graciosidade, seja por você mesmo ou por ter uma pessoa. Graciosidade a gente reconhece quando se olha no espelho e tem a sensação de ser alegre o tempo todo -mesmo que existam motivos pra não ser-, de esbanjar sorrisos sem esperar algum troco, de acordar de bem com a vida por se ter alguém...

Graciosidade a gente guarda em um potinho, pra fazer (nos) bem. Graciosidade a gente leva a vida inteira, na lembrança de alguém... Graciosidade pra a vida, SIM!.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

2010.


Primeiro post do ano. Mas, e daí que é um Ano Novo? Sendo que a maioria das coisas continuam velhas: a casa, as roupas, os pensamentos, os sentimentos, os amigos, os amores. VELHO! Ok, talvez essa não seja a palavra certa, então optemos por "certo" ao invés de velho. Mesmo assim, são as mesmas coisas, a mesma vida, o mesmo cotidiano. A medida que os anos passam e crescemos - ou não - vamos percebendo (ou definitivamente perdendo) o sentido das coisas que nos rodeiam. Sempre rola aquela retrospectiva do ano anterior e a expectativa de tudo o que você espera no ano que está começando.

Alguns acreditam que esse ano é o ano do sucesso, outros acreditam que é o ano do sim, outros acreditam que é o ano da dignidade e amor próprio, outros acreditam que é o ano do amor. Sinceramente, pra mim, acredito que seja mais um ano como todos os outros que se encerraram e que representa, mais do que nunca, aprendizado. ACREDITAR! Talvez essa seja sempre a palavra certa pra cada ano que se encerra e começa. Acreditar que vai ser diferente, acreditar que vai ser igual, acreditar que você vai conseguir, vai superar, e vai, definitivamente. Pois é, mais um ano que se encerra e que eu aprendi, novamente: a cair num buraco sem fundo, a me levantar sozinha, a amar, a esquecer, a crescer, a ser criança sempre, a não desistir, a desistir às vezes, a acreditar nos sonhos, a sonhar menos, a viver mais, a viver na medida, a me permitir, a me fechar, a me perder, a me encontrar, a me tornar melhor, a conhecer o meu pior, a me entender, a nunca fugir, a enfrentar o perigo.

Mas acima de tudo isso que aprendi e reaprendi, eu aprendi a me amar bem mais do que eu nunca me amei antes e entender de uma vez por todas que dificilmente conseguimos levar tudo e todos por anos e anos seguidos e que, automaticamente, algumas coisas e pessoas vão perdendo o sentido a medida que os dias de cada ano se passam, e como é fácil fazer as coisas se perderem quando temos a real vontade de que se percam mesmo.

Involuntariamente, no ano que se encerrou, perdi amigos, perdi amores, perdi conversas, perdi desenhos, perdi músicas, perdi pensamentos, perdi oportunidades, perdi sentimentos, perdi muita coisa que, talvez, eu não quisesse ter perdido. Entretudo, acredito muito naquela frase que dizem por aí: "Natural é encontrar e perder, perder e encontrar. Assim como reencontrar.". O ano MAL começou e eu já ganhei e reencontrei tanta coisa, assim como tantas pessoas também - e pra quem não tinha propósito e expectativa nenhuma nele, até que ele começou bem demais - e é surpreendentemente como a vida se encarrega de fazer sempre o certo, mesmo que por caminhos avessos, tortos e sem contextos. É, às vezes a gente reclama, mas sabe que tudo que vem, vem pra o nosso bem e é essa certeza que nos move a cada dia, por mais que existam os famosos trancos e barrancos.Entra ano e sai ano e a gente vai vendo o quanto somos felizes pelas mudanças que cada um representa em nossas vidas. E a partir disso, definimos, literalmente falando, o que queremos pra nossas vidas nesses 365 dias que começam. E eu já decidi...

Decidi, mesmo, é ser feliz.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Chuva.

Uma tempestade ocorre dentro de mim, tanto quanto ocorre do lado de fora. Olho pela janela e vejo a chuva caindo, caindo, caindo, caindo sem parar em forma de gotículas, lágrimas, enfim, do que quiserem chamar. Aqui dentro também chove, em forma de sentimento, de saudade, de compaixão, de esperança, de coração. Chove o tempo todo, mesmo quando eu determino que fará sol dentro de mim, mas chove... sempre, e cada vez mais, chove.

Quando chove do lado de fora é possível ver com os próprios olhos o estrago que se faz: alaga-se casas, ruas. Pessoas morrem, se ferem, caem postes. Acaba-se a luz, moradias, vidas. Mas e quando chove do lado de dentro? É! E quando chove dentro da gente mesmo e que não dá, definitivamente, pra se notar o estrago que se é feito? Pois sim, alaga-se o coração, afoga-se a alma, o pensamento perde a respiração e não há ninguém pra salvar nada disso, não há ninguém que enxergue dentro de nós a ponto de nos salvar a não ser nós mesmos.

Concluo que por mais que chova dentro ou fora de nossas vidas, só nós mesmo somos considerados os "salva vidas de nós mesmos." E é sempre tão difícil se salvar que a maioria das pessoas morrem, preferindo salvar os outros como forma de heroísmo, como forma de mérito, como forma de depositar em outra vida a capacidade de salvá-la, já que se sente totalmente incapacitado de salvar a sua própria pele.

Acontece que, por mais que muitas pessoas morram afogadas lá fora, muitas outras pessoas - a maioria - morrem afogadas do lado de dentro e ninguém, ninguém pode salvar nenhuma delas. E enquanto isso a chuva continua caindo... Dentro, fora, fora, dentro, dentro e fora, fora e dentro e as gotículas só aumentam.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Algo muito grande.


Como é que a gente sabe quando algo muito grande acaba? A questão é que, na verdade, a gente sempre sabe. Por mais que o coração não consiga ver tudo, além de sentir, ele pressente cada coisinha que o cerca embora muitas vezes ele tampe os olhos pra nunca vê-las inteiramente. Percebi que quando amamos algo ou alguém incondicionalmente, somos capazes de fechar os olhos pra muitas coisas que, talvez, não deveríamos. Me refiro a verdades que o coração esconde por medo de abrir mão daquilo que ele ainda acha que pode dar certo, pode ser resgatado, pode ser diferente.

Mas... E quando isso não depende somente do seu coração? E quando entra um outro coração em questão - aquele todo revoltado, que anda por si só e toma suas próprias decisões -? O que é que a gente faz quando o outro coração resolve passar por cima do nosso coração "sem bocas" de cogitar possíveis arrependimentos por vontades ultrapassadas e incontroláveis que o mesmo sente? E quando sentimos que não cabe a nós decidirmos se esse mesmo coração - e o nosso também - pode se quebrar ou não?

Ontem, li algo que me fez pensar e repensar em muitas coisas. É o seguinte: " Incerto são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só!". Depois disso, parei pra pensar no quanto achamos sofrido abrir mão de algo que não queremos, por mais que saibamos que seja necessário, e o quanto nos privamos de coisas muito melhores que poderiam vir por conta de tudo isso. Hoje, sei que quando algo muito grande acaba é pelo simples fato de ter a necessidade de acabar. Nada termina demasiadamente antes se já não estiver acabado ou se acabando. Aprendi da pior maneira que se existe que se não achamos nenhum tipo de solução pro que nos aflige, é porque solucionada, essa mesma coisa, está e é preciso ter força, coragem e fé pra seguir em frente e entender que a vida vai muito mais além de tudo isso.

Algo muito grande pode acabar hoje, para muitas pessoas, em muitos lugares e a qualquer hora. Mas expandir o coração é uma forma de entender que tudo acaba por, uma hora, ter que acabar e se sentir capaz de crescer com isso também é uma forma de se permitir.

Ser capaz de acreditar que nunca é tarde para o amor, é uma forma de driblar a dor... Então, acredite: - Nunca é tarde! Nunca é... Nunca.