domingo, 18 de outubro de 2009

Metade.


Não gosto de metades. Não acredito que seja possível ser feliz com a metade de alguma coisa que nunca acharemos a outra metade perdida, escondida. Não existe a possibilidade de ter sentimentos, pensamentos, desejos, solidão, vontades, decisões ou escolhas pela metade... Ou é, ou não é!

Vivo na intensidade daquilo que acredito, não acho um meio termo entre o oito ou o oitenta. Ou é um, ou outro, mas nunca o meio, a metade, a raspa da coisa toda. Vivo aquilo que eu sinto, por inteiro, sem rodeios, agradando, ou não, a quem se interesse.

Escolher ser a metade de algo ou alguém, é anular a sua outra metade. Logo, não seremos inteiros e nunca seremos capazes de sentir tal sensação se continuarmos com a ideia de nos acostumarmos com as metades que nos são dadas. Que merda! Não quero essa porra de metade, ou encontro alguém que me dê algo por inteiro, ou farei o meu inteiro por si só.

Por si só... Ah!

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